Opala SS, um muscle brasileiro
Primeira leva tinha motor 4100 de seis cilindros e 140 cv
Eis que o mercado jovem crescia e outras marcas estavam lançando produtos de olho nestes motoristas. A Chrysler dispunha do Dodge Dart e Charger RT e a Ford do Maverick. Era constante a pergunta sobre uma resposta GM. Então, em 1971, veio o Opala SS. O trio de muscles brasileiros estava completo.
O formato de “garrafa de coca-cola” é uma característica em toda linha, variando questões de acabamento e mecânica.
O modelo quatro portas não era bem aceito, tornando raro um exemplar como este.
A comunicação para chegar até os consumidores era na base da esportividade. “As regras de trânsito não eram tão rígidas, embora o limite de velocidade tenha nascido na mesma época” conta o parceiro Antigo Motors. Portanto podia-se vender desempenho e velocidade sem receios. “Naquela época só se andava chinelando” recorda-se. Embora ainda hoje se venda desempenho nos anúncios de autos, é algo mais brando e por vezes apenas sugerido, como “agilidade no trânsito”.
A sigla SS – Alguns dizem que se o carro fosse para atender o consumidor norte-americano, a explicação seria “separated seats”. Porém, “para o público brasileiro “super sport” traduz melhor o que se esperava de um carro naquela época” diz o especialista. Isso porque o Opala SS oferece individualidade ao motorista, acento separado, influindo de forma subjetiva no poder centralizado sobre guiar o carro.
A continuidade - A partir de 1972 o teto do modelo apresenta uma caída acentuada para trás, seguindo o apetite pela esportividade. Em 1976, novidades no motor que passa para 250-S, cuja potência saltou para 171 cavalos brutos e o modelo se tornou o mais rápido do país de acordo com teste de importante revista da época. Nesse período, em plena crise do petróleo, foi lançado opção de quatro cilindros, SS-4, mantendo apenas na aparência a musculosa ânsia pela velocidade. Após quase 10 anos de história, em 1980, a linha SS se despede do público.

